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quinta-feira, 9 de julho de 2020
sexta-feira, 12 de junho de 2020
ATENÇÃO:
A partir do dia 22 de junho iniciam-se as aulas remotas na escola Emílio Meyer. Nesse primeiro momento, somente para o Ensino Médio e Curso Normal por meio da Plataforma Córtex.
O Ensino Fundamental continua com suas atividades no Blog do Emílio Meyer.
Pedimos que repassem essa informação e acessem a plataforma Córtex para já começarem a se familiarizar.
Ressaltando que as atividades serão lançadas nesse momento para os alunos do Ensino Médio e do Curso Normal (magistério) a partir do dia 22 de junho de 2020.
Ressaltando que as atividades serão lançadas nesse momento para os alunos do Ensino Médio e do Curso Normal (magistério) a partir do dia 22 de junho de 2020.
Abraços à comunidade Emiliana.
terça-feira, 2 de junho de 2020
Profº Alexandre - Literatura - (02/06/2020)
Queridos alunos, apresento uma atividade que relaciona literatura com o momento de pandemia que vivemos hoje. Espero que gostem e descubram a “ilha desconhecida”! Para o retorno da atividade, meu e-mail está à disposição. Abraços, Prof. Alexandre.
“... é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós, se não saímos de nós próprios.”
José Saramago
Atividade:
- Leia o conto (links para baixar o arquivo a seguir).
Baixar “O conto da ilha desconhecida” em PDF: https://drive.google.com/open?id=1M5jaHGzU0mVCCsAhYJcbQ8xY13XDflvz
Baixar “O conto da ilha desconhecida” em EPUB: https://drive.google.com/open?id=1ª-Jy_iOWG1mq6ax_1fj_h_srtKmwQEEs
- Escreva um pequeno texto em que compare a história narrada no conto com a situação vivida por você atualmente.
- Envie para o e-mail xandemartins2@gmail.com
- Escreva no assunto: “O conto da ilha desconhecida”.
Fiquem em casa, se possível. Abraço a todos.
Boa atividade a todos!
Prof. Alexandre M. Martins
Profª Claudia Athayde - Literatura - (02/06/2020)
Leia os textos abaixo e reflita:
Texto 1: poema permeado de grande indignação moral e publicado em 1948, dentro do livro Belo belo de Manuel Bandeira. Poeta da primeira geração modernista e alheio às tendências ideológicas da época, Bandeira simplesmente apresenta problemas sociais, sem propor uma solução. A lírica de Manuel Bandeira é pautada na apreensão de significados profundos, a partir de elementos do cotidiano.
O bicho
"Vi ontem um bicho
Na imundície do pátio
Catando comida entre os detritos
Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.
O bicho não era um cão,
Não era um gato,
Não era um rato.
O bicho, meu Deus, era um homem."
Texto 2: coluna de Paulo Germano ,publicada no jornal Zero Hora, de 25 de maio de 2020.
Questão 1: Qual é o assunto de cada texto apresentado?
Questão 2: Em sua opinião, há alguma semelhança entre o poema de Manuel Bandeira e o texto jornalístico ?
Questão 3: Diante do cenário epidêmico vivenciado no Brasil e no mundo, podemos afirmar que todos " estão no mesmo barco", em relação ao combate, prevenção e sobrevivência à COVID - 19? Por que?
Profº Flávio Lunardi - Literatura -
(02/06/2020)
AULA LITERATURA
EMILIO MEYER: PROJETO PANDEMIA
Estamos passando por um
momento definido por muitos como “um
filme de terror” nunca imaginado. Entretanto, é claro que, na literatura, no
universo de ficção, situações semelhantes a essa já foram criadas.
Veja, agora, a sinopse do
livro A Peste de
Albert Camus publicado em 1947.
Esse
livro explora os sentimentos, as emoções e as reflexões humanas que surgem numa
situação de incerteza e de insegurança. Essa história é uma metáfora da nossa
situação atual.
Outra obra literária que aborda o tema de uma pandemia é Ensaio sobre a cegueira de José Saramago .
Esse livro mostra uma narrativa envolvente provocante. Nesse caso, a
pandemia é uma cegueira branca que chega sem explicação. A história começa
quando um homem, ao estar parado
no sinal vermelho, começa a gritar que está cego, ocasionando uma confusão no
tráfego. É uma cegueira branca, um mar de leite, explica ele. Congestionamento,
xingamentos, curiosidade e pena foram somente algumas das reações à inexplicável
cegueira daquele indivíduo. O cego, no semáforo, é ajudado por outro homem,
que o leva em casa e rouba-lhe o carro. Mas o ladrão não tem tempo para
usufruir da nova aquisição, porque a cegueira também o atinge. O médico que
atende o cego, também cega, assim como cegam todos os seus pacientes
presentes na sala de estar no momento em que o primeiro cego chega. E uma
cadeia sucessiva de cegueira vai se formando. Uma cegueira diferente, pois
ela é branca. O governo não demora a perceber que se trata de uma epidemia e toma providências.
No mundo dos cegos, surge a luta pela
sobrevivência e, nesse universo, o homem vai se animalizando, ou seja,
perdendo o sentimento de amor e de solidariedade. Há uma metáfora: o ser humano não enxerga mais o outro. Ele começa agir por instinto como os animais. O mundo
fica à beira da extinção. Os cegos transformam-se, virando-se uns
contra os outros, acabando por mostrar as faces mais sombrias do ser humano.
A cidade vai se transformando num caos de destruição humana, onde cada cego
luta pela sua sobrevivência, entregando-se de tal forma ao desespero que
acabam por abandonar qualquer traço de humanidade.
Entretanto, felizmente, tão
de repente como veio, a cegueira se vai, restando a contemplação. Há uma frase do livro importante que aborda
a importância do sentimento de esperança na vida do ser humano: “a cegueira também é isso,
viver num mundo onde se tenha acabado a esperança.”. Parafraseando, o ser humano, mesmo em situações limites, não pode perder a
esperança, que é a força motriz da vida.
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E falando em ESPERANÇA e
em DOENÇAS, não podemos deixar de nos lembrarmos
da mitologia grega. Um dos mitos gregos, a
Caixa de Pandora, tenta explicar a origem do
mal e das tragédias humanas. Esse mito também pode representar a capacidade
humana de resistir e de superar as diversas situações negativas que podem nos
afligir, pois, embora a caixa, quando aberta, expande ao mundo todos os males,
lá, no seu fundo, fica a esperança.
Leia, com atenção, o mito a Caixa de Pandora:
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No
início, na criação do mundo grego, houve uma guerra entre os titãs. Esses
eram 12 deuses que, segundo a mitologia,
nasceram no início dos tempos. Eles eram os ancestrais dos futuros deuses
olímpicos e também dos próprios mortais (os humanos). Os titãs nasceram da
união entre Urano, que representava o Céu, e Gaia, que seria a Terra. Eles
eram seres híbridos, ou seja, ora eram humanos, ora animais.
Nessa guerra, os titãs Prometeu e Epimeteu, que eram irmãos,
juraram lealdade a Zeus. Dessa maneira, eles se mantiveram ao lado desse deus durante toda a guerra travada contra
os outros titãs. Assim, Zeus permitiu que os dois criassem as primeiras
criaturas vivas do planeta. Epimeteu foi rápido e criou os animais, bem como
as habilidades especiais de cada um e a proteção para eles. Por outro lado,
Prometeu demorou a cumprir sua missão e, quando terminou de moldar o homem do
barro e da água, ele pediu que Zeus oferecesse o fogo dos deuses aos homens
para protegê-los, pois seu irmão já havia usado todas as proteções para os
animais. Zeus, entretanto, recusou a proposta. Devido a isso, Prometeu
continuou com o seu plano e roubou o fogo.
Em razão do roubo, Prometeu foi amarrado
em uma montanha, onde era atacado por uma águia. Todos os dias, a ave comia
seu fígado, que voltava a crescer durante a noite. Da mesma forma, Zeus achou
que era necessário punir os homens. Assim, Zeus criou a
primeira mulher: Pandora. Ela recebeu dons de todos os deuses, incluindo
sabedoria, bondade, paz, generosidade e saúde. Além disso, foi moldada com a
beleza da deusa Afrodite. Depois de criar Pandora, deus enviou
a mulher para se casar com Epimeteu. Junto da esposa, ele recebeu uma caixa
com vários males. Ainda que Epimeteu não soubesse o que a caixa guardava,
recebeu a orientação de nunca abri-la. Chamada de Caixa de Pandora, ela era
guardada por duas gralhas barulhentas.
Utilizando sua beleza natural, Pandora convenceu Epimeteu a se livrar
das gralhas. Como esse conseguiu espantá-las e, aproveitando a falta de
proteção da caixa, a mulher, como é curiosa, acabou abrindo o presente. Assim
que a Caixa de Pandora foi aberta, saíram dali coisas como ganância, inveja,
ódio, dor, doença, fome, pobreza, guerra e morte. Assustada, Pandora fechou a
caixa. Apesar disso, algo ainda havia ficado lá dentro. Uma voz vinha da
caixa, suplicando pela liberdade, e o casal decidiu abri-la novamente. Isso
porque eles acreditavam que nada poderia ser pior do que tudo que já havia
escapado.
O que restava lá dentro, entretanto, era
a esperança. Dessa forma, além de liberar a
dor e sofrimento do mundo, Pandora também liberou a
esperança que permitia enfrentar cada um dos males. Assim, tudo o que
restava na caixa era a esperança, que voou da caixa, tocando as feridas
criadas e curando-as. Dessa forma, embora Pandora tenha liberado dor e
sofrimento no mundo, ela também permitiu que a esperança surgisse na
humanidade.
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Quem abre a caixa de
Pandora encontra a esperança para saber viver.
Mas, o que é saber viver? Cora Coralina nos
responde:
Agora, voltando aos nossos dias, estamos
passando, na nossa vida real, pela
pandemia do coronavírus. Leia, agora, um trecho da crônica de Juremir Machado da Silva (Correio do Povo: 11 de maio
de 2020), na qual ele relata a sua experiência após ficar curado da Covid-19.
Porque falo disso ( da solidariedade que
recebi) agora? Porque a atenção das pessoas me comove. Em meio ao desalento da
pandemia aparecem pessoas maravilhosas, interessadas, gente com quem eu havia
perdido o contato, conhecidos apenas, leitores, ouvintes. O mundo, apesar do
tempo difícil, revela o seu lado bom. Comento também por acreditar que a tarefa de cronista é universalizar
o particular e
tratar das coisas de seu tempo.
Hibernei.
Estou voltando à superfície aos poucos. Tenho a impressão de que serei outra
pessoa. Não digo que serei melhor ou muito menos perfeito. Digo que olharei
para as coisas que não me chamavam atenção.
Estou
vivo e apaixonado pela vida. Quero a alegria dos encontros com amigos, o
carinho das relações com a família, o estímulo dos desafios do trabalho, a
energia da arte, a beleza dos dias de sol. Quero ser o cronista de um
novo tempo de esperança, que só
começará para todos, de fato, quando a ciência tiver a vacina contra o corona.
Proposta: Você vai se transformar num cronista, cuja
função é “universalizar o particular “ e
escrever uma crônica, refletindo sobre os teus sentimentos nesse período de
quarentena e quais são as suas esperanças nesse
momento. Pode também, transformar-se num poeta e escrever um pequeno poema
sobre o que estamos vivendo nesse tempo de pandemia.
Você pode
enviar para o meu e-mail: flaviolunardi@uol.com.br
ESCREVER SOBRE UM TEMPO É ETERNIZAR
UM SENTIMENTO
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Bom trabalho,
sexta-feira, 29 de maio de 2020
Profª Viviane - História - (29/05/2020)
Queridos alunos (as)
O trabalho proposto aqui tem a finalidade de levar vocês a uma reflexão, sobre qual o papel do Estado nos dias de hoje mediante a essa pandemia.
"Em muitos países do mundo questiona-se o papel do Estado quando os mesmos atravessam momentos de crise seja ela econômica, social ou política. Mas nunca pensamos que um dia estaríamos em meio a uma pandemia. A forma do Estado como conhecemos hoje não é mais a mesma de tempos atrás, porque em cada período da história ele se reconfigura para atender às necessidades vigentes. Também, os modelos adotados se diferenciam entre as nações, de acordo com o seu contexto histórico. De um lado, aqueles que defendem a intervenção do Estado como provedor do crescimento econômico e do bem-estar social. De outro, aqueles que sustentam que o Estado atrapalha o funcionamento do mercado, devendo sua atuação ser reduzida. O Estado na sociedade alterou-se no decorrer dos tempos, principalmente nos dias de hoje, onde infelizmente ainda temos uma grande desigualdade social, e o poder e a renda se concentram nas mãos de poucos privilegiados. Por outro lado, o Estado do bem-estar social não atingiu a sua plenitude, e está longe de chegar às camadas mais desassistidas da sociedade."
Levando em consideração a introdução acima, faça uma breve reflexão sobre:
1- Qual o papel do Estado mediante a sociedade em tempos de epidemias?
2- Você acha que diante de todos acontecimentos, o Estado está dando a devida atenção as camadas sociais menos favorecidas?
3- O que você acha que seria o ideal para que todos possam enfrentar essa pandemia da melhor forma?
4- Como você vê essa mudança dentro da nossa história?
5- Mediante essa pandemia, como você se sente?
OBS: Queridos alunos (as) sei que estamos longe do que seria o ideal. Faça com carinho e dedicação essa simples reflexão, pois em nosso retorno iremos discutir sobre tudo isso, e tenha certeza que irei considerar sua atenção como um plus a mais em sua nota de participação. Caso precise esclarecer algo sobre a atividade me contate ou se quiser apenas trocar uma ideia estou aqui e não hesite me procure.
Com carinho professora Viviane
Contatos:
- vividauber@yahoo.com.br
- Whats: 981608020
- Face: Viviane Dauber
Profº Felipe Franco - (29/05/2020)
Olá meu querido e querida. Como está? Está trabalhando muito em casa? Está trabalhando fora? Ou quem sabe tá jogando muito vídeo-game? Ou passa horas no celular conversando? Quem sabe um pouco de tudo. Gostaria que a primeira coisa que fizesse é me mandar por escrito 5 linhas daquilo que tu anda fazendo nesse período. 5 linhas meu caro/cara! Não deixa de escrever. Para quem puder escreve logo 30 linhas. Espero que te faça bem compartilhar comigo!
Assistam o vídeo introdutório:
Agora vai o roteiro de estudos que eu gostaria que vocês realizassem. Vou trabalhar com o tripé: leitura, escrita e jogos, não necessariamente nesta ordem.
TEMÁTICA:
JÁ QUE ESTAMOS FALANDO TANTO DE COMO ESTÁ O BRASIL NESTE MOMENTO (e sabemos que a Geografia nos pode ser útil para entender melhor sobre onde vivemos) NOSSO TEMA MAIOR É NOSSO PAÍS NA ATUALIDADE. Eu desta vez escolhi alguns aspectos cartográficos e ambientais para aprofundar com vocês. SIGAM O ROTEIRO!
ROTEIRO DE ESTUDOS:
1 – PRIMEIRO PASSO - jogar o JOGO DO MAPA que pode ser acessado pelo seguinte link:
https://online.seterra.com/pt/vgp/3068
O objetivo no final é que vocês saibam localizar com maestria os estados do Brasil no território nacional.
https://online.seterra.com/pt/vgp/3068
O objetivo no final é que vocês saibam localizar com maestria os estados do Brasil no território nacional.
ATENÇÃO: O ALUNO DEVERÁ TIRAR UM PRINT DA TELA E ENVIÁ-LA PARA MIM. Obs.: só aceito acima de 66% em menos de 4min. E se puder bata minha marca de 100% em 45 segundos, como comprovado abaixo:
2 – SEGUNDO PASSO - estudar as mudanças pluviométricas por região no Brasil.
Primeiro observe o mapa das regiões brasileiras segundo o critério administrativo do IBGE:
TAREFA:
Liste quais estados compõem cada uma das regiões e escreva ao seu lado entre parênteses qual é a sua capital.
Link para acesso aos nomes de estado e suas capitais:
Região Sul – Rio Grande do Sul (Porto Alegre)
Santa Catarina (xxxxxxxx)
Região Sudeste – xxxxxxxxxx (xxxxxxxxxx)
E assim por diante até completar todos Estados e capitais.
Obs.: opcionalmente acrescente uma característica que você pessoalmente associa a cada Estado. Exemplo:
Rio Grande do Sul (Porto Alegre) “pampa”
Observe a seguinte imagem, que representa a quantidade total de chuvas acumuladas no território brasileiro durante o mês de MARÇO/2020:
OBS.: REPARE NA RÉGUA DA PARTE INFERIOR DO MAPA. AS CORES REPRESENTAM O VOLUME DE CHUVA (CRESCEM DA ESQUEDA PARA A DIREITA)
GLOSSÁRIO
Índice pluviométrico é uma medida em milímetros, resultado do somatório da quantidade da precipitação de água (chuva, neve, granizo) num determinado local durante um dado período de tempo. O instrumento utilizado para este fim recebe o nome de pluviômetro. Fonte: Wikipedia.
Comparando os dois mapas redija uma frase respondendo (se ajudar, imagine uma frase sendo dita pela mulher/homem do tempo durante o telejornal):
- Qual ou quais as regiões do Brasil foram mais chuvosas no mês de março?
- Qual região apresentou quadro de menor chuva?
- Qual unidade federativa apresentou menor índice pluviométrico?
- (Pesquisar na internet termos desconhecidos)
3 – TERCEIRO PASSO – ANALISAR GRÁFICO correlacionado a problemática do clima no Rio Grande do Sul
Primeiro leia o texto introdutório:
Segundo a reportagem do site correio do povo, de janeiro deste ano, sobre a situação climática no nosso estado, “chuvas devastadoras e, em intervalos curtos, tempo extremamente seco ligam o sinal de alerta. Principalmente nos últimos anos, este é o cenário que marca o Rio Grande do Sul, que tem prejuízos anuais, em média, de R$ 1 bilhão associados a desastres. Entre 1º de janeiro de 2011 e 31 de dezembro de 2018, os municípios gaúchos emitiram 2,2 mil registros oficiais de desastres à Defesa Civil, em sua maioria estiagens ou tempestades. Eventos distintos se alteram, revelando cenário de contrastes que pode ser explicado pelas mudanças climáticas. Esse é um dos principais fatores que pode ser observado em um estudo do Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) recentemente finalizado”.
Fonte: https://www.correiodopovo.com.br/especial/o-verde-que-esconde-a-estiagem-ga%C3%BAcha-1.394184
Analise o seguinte gráfico (modelo em colunas):
TAREFA:
O gráfico anterior apresenta uma evolução temporal que diz respeito ao motivo pelo qual os municípios gaúchos decretaram emergência. (ATENÇÃO, USE A CALCULADORA OU FAÇA AS CONTAS A MÃO):
Marque a alternativa INCORRETA (ATENÇÃO, MARQUE A ERRADA)!
(A) Em 2011, APROXIMADAMENTE 25% dos registros foram para estiagem, enquanto que quase todos os outros estavam relacionados a tempestades severas e elevados níveis pluviométricos.
(B) No ano seguinte, UMA MUDANÇA BRUSCA. Quase 92% dos registros eram de estiagem e menos de 6% para as chuvas intensas.
(C) Em 2013, novamente O OPOSTO: pouco mais de 5% de sinalizações para o tempo seco e 93% com relação à tempestade.
(D) O cenário só cria certa constante nos desastres entre em 2014 e 2018, quando as ESTIAGENS ocupam entre 69% e 99% dos registros.
APROFUNDAMENTO!
Bem, para quem fez a primeira parte e me enviou, parabéns, já saiu da inércia. Agora, se quiseres manter o movimento de seus pensamentos pela Geografia, segue pela seção do aprofundamento a seguir... (obs.: os textos foram produzidos por mim a partir de pesquisas)
1 - PRIMEIRO PASSO (B)– Analisar outra forma de regionalização que leva em consideração aspectos econômicos
Observe o mapa:
Segundo o site coladaweb.com “existe outra forma de regionalizar o Brasil, de uma maneira que capta melhor a situação socioeconômica e as relações entre sociedade e o espaço natural. Trata-se da divisão geoeconômica do país em três grandes complexos regionais: o Centro-Sul, o Nordeste e a Amazônia.
Ao contrário da divisão regional oficial (que vocês observaram na primeira parte da aula), esta regionalização não foi feita pelo IBGE. Segundo o site ela foi “ela surgiu com o geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger no final da década de 60, nela o autor levou em consideração o processo histórico de formação do território brasileiro em especial a industrialização, associado aos aspectos naturais.”
O autor do texto complementa dizendo que “a divisão em complexos regionais não respeita o limite entre os estados. O Norte de Minas Gerais encontra-se no Nordeste, enquanto o restante do território mineiro encontra-se no Centro-Sul. O leste do Maranhão encontra-se no Nordeste, enquanto o oeste encontra-se na Amazônia. O sul de Tocantins e do Mato Grosso encontra-se no Centro-Sul, mas a maior parte desses estados pertencem ao complexo da Amazônia. Como as estatísticas econômicas e populacionais são produzidas por estados, essa forma de regionalizar não é útil sob certos aspectos, mas é muito útil para a geografia, porque ajuda a contar a história da produção do espaço brasileiro.”
TAREFAS:
RESPONDA
RESPONDA
A - Compare este mapa com aquele primeiro. Analise quais são os estados que se encontram divididos entre duas ou mais regiões, conforme esta nova classificação, e anote.
B - Entre no link da fonte, disponibilizado depois do texto, e leia o material. Organize um resumo sobre cada um dos três complexos regionais, com suas principais características (5 linhas).
Marque qual a alternativa correta (APENAS UMA) para as seguintes questões:
A - Em 1967, o geógrafo Pedro Pinchas Geiger elaborou uma divisão regional do Brasil, criando as regiões geoeconômicas. A principal particularidade dessa regionalização é o fato de ela não obedecer aos limites territoriais das unidades federativas do país, pois
a) a preocupação do elaborador eram os limites naturais do país.
b) as divisas dos estados não coincidem com as dinâmicas econômicas.
c) foi realizada a partir de dados historiográficos da ocupação populacional.
d) as divisões regionais não eram muito bem definidas na época de sua elaboração.
e) os limites dos estados impediam uma análise integral do território.
B - A principal característica socioeconômica que difere o Complexo Regional da Amazônia das demais regiões geoeconômicas brasileiras é:
a) a concentração das atividades no setor primário, com destaque para o extrativismo.
b) o intensivo adensamento demográfico na segunda metade do século XX.
c) a presença da Zona Franca de Manaus, um importante polo industrial.
d) a existência de áreas comerciais de integração com os países ao norte.
e) a maior ocupação militar em razão da necessidade de preservação ambiental.
C - O Brasil está dividido em três regiões geoeconômicas que refletem as diferentes formas de ocupação humana ao longo do tempo histórico: Nordeste, Centro-Sul e Amazônica. Analise os aspectos que caracterizam essas regiões:
I. O Nordeste é a principal área de refluxo (saída) de pessoas nas migrações internas do país.
II. A região Centro-Sul é a mais industrializada, povoada e urbanizada do país.
III. A Amazônia é a região menos povoada do Brasil e sofre grandes impactos ambientais.
IV. A região nordestina apresenta muitas marcas da colonização e, por praticamente três séculos, foi a região mais rica do Brasil.
Está correto o contido em
a) I e II, apenas.
b) I, II e III, apenas.
c) I, II e IV, apenas.
d) I, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
2 - SEGUNDO PASSO (B)– Compreender a evolução histórica do regime pluviométrico dos últimos 3 anos para o mês de março.
Compare estes dois mapas, que correspondem a precipitação acumulada nos meses de março do ano de 2019 e 2018, respectivamente. Repare que há mudanças significativas na distribuição das cores em relação ao mapa de 2020. Conseguiu ver? A principal delas está localizada no sul do Brasil (volte ao mapa anterior e repare a mudança). Mas também há mudança significativas em relação a região Norte e Nordeste (volte a 2020 e repare).
Segundo o site ClimaTempo, “o mês de março terminou devendo muita chuva para a Região Sul do Brasil, para praticamente todo o estado de São Paulo, incluindo a capital paulista, e para o Mato Grosso do Sul. Apesar de alguns temporais, choveu menos do que a média normal também em grande parte do Acre, nas porções centro-oeste e sul de Rondônia e de Mato Grosso. O sul de Goiás, a região do Triângulo Mineiro e o Sul de Minas Gerais também terminaram o mês com menos chuva do que poderiam ter. Por outro lado, a chuva de março caiu com força no centro-norte do Brasil. Muitas áreas do Nordeste, do Amazonas, Tocantins, Pará, do centro-norte e leste de Minas Gerais, do Espírito Santo e do Rio de Janeiro terminaram o mês com chuva acima da média”.
Ou seja, temos um quadro de um regime “descompensado” de chuvas no Brasil, onde uma região recebeu precipitação pluviométrica acima da média para o período e outro que foi deficitário em relação a média.
A situação do Vale do Taquari no RS
Segundo o site Grupoahora, em reportagem do dia 26/04, a situação de estiagem é grave na região do Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul. “Rios, arroios e açudes secam e comunidades enfrentam racionamento de água e criações de animais para indústrias são suspensas. [...] Relatório da Emater\Ascar-RS mostra que das 36 cidades do Vale, pelo menos 29 decretaram emergência”. Veja no mapa a localização no Vale do Taquari/RS:
A reportagem segue afirmando que “conforme boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), para o trimestre abril-maio-junho (outono), as condições pouco mudam.
No segundo semestre, há previsão do esfriamento das águas do Oceano Pacífico, o que garante condições para a formação do fenômeno La Niña. Eventos climáticos como este indicam redução no nível de chuva, como ocorreu nos anos de 2004/2005 e 2011/2012, onde o RS registrou períodos de estiagem”.
Este cenário torna-se particularmente dramático para o aposentado Lothar Beuren, que mora em Alto Conventos, a última área rural de lajeado, com as irmãs Darcila, 80, e Hilária, 86. ‘A água está sumindo. Estes arroios nunca secaram, nem nas piores estiagens. Sempre tinha água para saciar a sede dos animais’, relembra”.
“A impressão de Beuren se confirma ao analisar os índices pluviométricos. Conforme o Núcleo de Informações Hidrometeorológicas da Univates (NIH), apenas janeiro teve chuva considerável na região. Foram mais de 210 milímetros.
Em fevereiro e março ficou abaixo dos 100 mm. Já neste mês, até agora, foram pouco mais de 28 mm de chuva. Como as precipitações são esparsas, a seca na região não é uniforme. Como explica o gerente adjunto da Emater, Carlos Lagemann”.
É importante salientar que a falta de chuvas também afeta as condições de oferta de energia elétrica, devido ao fato da matriz energética brasileira ser fortemente subsidiária das hidrelétricas, em cerca de 75% no ano de 2010, como se pode notar no gráfico a seguir:
Segundo o site terra, “uma seca que tem sido registrada no Sul do Brasil neste ano levou ao acionamento de mais termelétricas locais no final de semana, e a situação climática na região deve manter térmicas ligadas ao menos neste mês de março, disse à Reuters nesta segunda-feira o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata.”
Ou seja, devido à falta de chuvas acontece uma diminuição da vazão de água no leito dos rios, e com isso uma diminuição da produção de energia por este meio. Diante disto o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que reúne autoridades e técnicos da área de energia do governo, autorizou o acionamento de mais usinas térmicas, que são aquelas produzidas pela queima de combustíveis fósseis, mais poluentes para a atmosfera e solos. Além disso, “para atender à demanda por energia do Sul e ao mesmo tempo evitar uma piora no quadro de reservatórios local, o ONS tem programado o envio de excedentes de geração do Norte para o Sudeste, que então exporta para apoiar a região”. “O diretor-geral do ONS destacou, no entanto, que o quadro mais delicado no Sul não gera preocupações de atendimento à demanda local e nem quanto ao sistema elétrico brasileiro como um todo.”
Fontes:
TAREFA:
1 - REDIJA UM TEXTO de aproximadamente 15 linhas ABORDANDO ASPECTOS TRAZIDOS PELO TEXTO COMO, POR EXEMPLO:
- Os impactos das mudanças do índice pluviométrico na atividade agropecuária
- A relação entre a disponibilidade de água e a qualidade de vida dos cidadãos
- A importância das instituições de pesquisa e obtenção de dados para o planejamento econômico.
2 – Opcional: aprofundar algum dos tópicos que estão em NEGRITO, obtendo informações QUE SE RELACIONEM A cidade de Porto Alegre/RS.
3 - TERCEIRO PASSO (B) – Relacionar a recente dinâmica do índice pluviométrico ao quadro maior do aquecimento global.
Leia o texto a seguir:
Segundo o geógrafo pesquisador Francisco Eliseu Aquino, os atuais problemas relacionados ao índice pluviométrico fariam parte de uma relação mais alargada de um quadro de mudanças climáticas globais. Vamos analisar um trecho de uma entrevista realizada também para o site correio do povo, mas de outra data (junho de 2016) e publicada no site sengers no mesmo mês:
Jornalista - Quais os fenômenos climáticos observados hoje podem ser atribuídos ao aumento da temperatura da Terra?
Pesquisador - É importante dizer que a atual tendência de aquecimento global é marcada pelas atividades antropogênicas, ou seja, o sistema climático da Terra fugiu do controle natural. Podemos afirmar que os eventos mais extremos devem estar ligados ao aquecimento global. Sempre tivemos chuvas, tempestades, ondas de frio e calor, só que elas estão mais intensas e deslocadas no tempo e no espaço. É de se esperar para o Rio Grande do Sul o aumento na temperatura média. O Estado já está 0,8 grau mais quente na média anual, Inverno, outono e primavera estão mais quentes se comparado com 30 ou 60 anos atrás. Chove entre 10% e 12% mais hoje no Estado do que há 60 anos. Os efeitos da mudança climática: aumento da temperatura média geral para todas as estações, menos observado no verão. Mas, ao mesmo tempo, percebemos no Rio Grande do Sul o aumento da frequência de secas e estiagens. Tem chovido mais e com muita intensidade – com o registro de tempestades severas principalmente no norte e noroeste do Rio Grande do Sul -, com prejuízos na agricultura, nas áreas urbanizadas e ao meio ambiente. Temos desmatamento, erosões do solo, deslizamentos e inundações. É importante registrar que em um cenário nas últimas duas ou três décadas em que chove em média 10% a mais no Estado. Em razão desses eventos no clima, a vida da população ficou mais difícil e mais cara no Sul do Brasil, com sérios prejuízos na economia, na agricultura e no turismo. Temos alagamentos e destruição de cidades turísticas, que deixam de atender o turista em algum momento em razão dos fenômenos climáticos. A mudança climática tem tido um impacto muito forte em diversos setores da economia gaúcha.
Pesquisador - É importante dizer que a atual tendência de aquecimento global é marcada pelas atividades antropogênicas, ou seja, o sistema climático da Terra fugiu do controle natural. Podemos afirmar que os eventos mais extremos devem estar ligados ao aquecimento global. Sempre tivemos chuvas, tempestades, ondas de frio e calor, só que elas estão mais intensas e deslocadas no tempo e no espaço. É de se esperar para o Rio Grande do Sul o aumento na temperatura média. O Estado já está 0,8 grau mais quente na média anual, Inverno, outono e primavera estão mais quentes se comparado com 30 ou 60 anos atrás. Chove entre 10% e 12% mais hoje no Estado do que há 60 anos. Os efeitos da mudança climática: aumento da temperatura média geral para todas as estações, menos observado no verão. Mas, ao mesmo tempo, percebemos no Rio Grande do Sul o aumento da frequência de secas e estiagens. Tem chovido mais e com muita intensidade – com o registro de tempestades severas principalmente no norte e noroeste do Rio Grande do Sul -, com prejuízos na agricultura, nas áreas urbanizadas e ao meio ambiente. Temos desmatamento, erosões do solo, deslizamentos e inundações. É importante registrar que em um cenário nas últimas duas ou três décadas em que chove em média 10% a mais no Estado. Em razão desses eventos no clima, a vida da população ficou mais difícil e mais cara no Sul do Brasil, com sérios prejuízos na economia, na agricultura e no turismo. Temos alagamentos e destruição de cidades turísticas, que deixam de atender o turista em algum momento em razão dos fenômenos climáticos. A mudança climática tem tido um impacto muito forte em diversos setores da economia gaúcha.
Fontes:
TAREFA:
Marque apenas uma alternativa. Segundo o texto, as pesquisas sobre as mudanças climáticas no RS tem apontado que:
- As mudanças climáticas atuais têm tido pouco impacto nos índices pluviométricos no RS.
- Um dos efeitos dessas mudanças são a diminuição das temperaturas médias em todas as estações menos no verão.
- Uma das consequências dessas mudanças é o incentivo ao turismo, principalmente para apreciarem a neve.
- As consequências das mudanças climáticas geram prejuízos econômicos para o Estado.
- Entre 2014 e 2018 o maior problema foram as secas e estiagens.
Se TU GOSTASTE DE TUDO ATÉ AQUI RECOMENDO ESSE PODCAST do professor Franscisco Aquino comentando as alterações climáticas na Antártica, onde o Brasil tem uma estação de pesquisa:
SE TU CHEGASTE A FAZER TUDO ATÉ AQUI, PARABÉNS, VOCÊ ACABA DE GANHAR UMA ESTRELINHA DA GEOGRAFIA DE ALUNO PREFERIDO!
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